sexta-feira, 30 de março de 2007

Trabalho ou exploração Infantil?

O trabalho infantil vem sendo alvo de estudo nos últimos anos e consequentemente de discussão na mídia. As normas que devem ser seguidas estão no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas porque não são seguidas?
Cerca de uma em cada 10 crianças trabalha, sendo 93% do sexo feminino, 61% afro-descendente e 45% é menor de 16 anos, idade mínima permitida por lei para o trabalho domestico. O trabalho doméstico contribui menos para a experiência do trabalhador do que as outras formas de trabalho.
Existem hoje no Brasil grupos de incentivo a criança freqüentar a escola e não prestar serviço explorativo. Um deles é o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) que garante ao aluno, que comprovar manutenção na escola, uma bolsa de R$40,00 na área urbana e de R$25,00 na área Rural, não é uma quantia muito grande, mas pode ajudar aos que não tem nada ou que a renda não é o suficiente. O Bolsa Escola concede R$15,00 por aluno matriculado, prevenindo a exploração infantil. Atualmente ele atende a 10,7 milhões de crianças em 5.740 municípios.
O motivo pelo qual ainda é grande o numero de crianças sendo explorados com trabalhos duros, agressivos e forçados, é a má distribuição de renda no nosso país, porque enquanto uns passam o dia no sol com uma enxada na mão para ganhar R$35,00 por dia, outros correm atrás de uma bola em campo e ganham 100 mil por mês, isso é justo? A mídia divulga os campeonatos e dá grande ênfase aos jogadores, não acho que futebol não é uma arte, sim é bonito e diverte o publico, mas uma pessoa que fica exposta a acidentes de trabalhos, até a morte, deveria ao menos receber dignamente. E a imprensa além de divulgar poderia exercer um papel ainda melhor, como por exemplo, divulgar campanhas e os responsáveis pela parte social em jornais, elaborar projetos e desenvolvê-los, porque só passar programas que falam sobre o assunto não adianta, o que acontece as pessoas já tem consciência, a questão é a fiscalização.
As famílias brasileiras têm uma renda melhor do que outros paises da América do Sul, mas é o com maior índice de crianças trabalhando. O que podemos fazer é ter um governo que aja mais para esse futuro que não vê solução, aplicando mais na escola, não apenas com os professores ou com a estrutura física, mas tendo bibliotecas mais equipadas, cultura e lanche para que possam passar o dia em atividades.
Criar um grupo social que possa dar total apoio às famílias, não apenas com bolsas, ticket gás ou qualquer outro auxilio, mas sim incentivando a não acomodação, a busca pelos direitos e por um emprego. E o governo deve gerar esse emprego, ou garantir um meio que a família possa sobreviver, desde cursos para plantio, cultivo até bordados e padeiro e também disponibilizar acesso a isso.
Não é impossível, mas a luta deve continuar, todos já sabem que lugar de criança é na escola, então que o acesso à educação seja ativo e que as crianças possam enfim ser crianças.

Um comentário:

chaverinho, Renata Losilla disse...

ouço mto sobre isso aqui no estágio.. temos ate um monte de flyer sobre trabalho infantil domestico, trabalho infantil, menor aprendiz etc..